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Cinderela. Um clássico da Disney, mas dessa vez com personagens reais. A nova versão, que é bastante fiel à história original (algumas coisas eu não lembrava, tipo a mãe dela, mas eu não tenho uma boa memória, então não sei se ela aparecia no original), tem todos os ingredientes que a gente ama: príncipe, cavalo, fada madrinha, sapatinho de cristal, magia e, claro, um final feliz e de arrancar suspiros (e “own” do público).

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Bom, a história a gente já conhece, mas não custa lembrar: depois de perder tragicamente o seu pai, Ella (Cinderela) acaba ficando com a sua terrível madrasta e, de quebra, com as irmãs gêmeas. Mesmo obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa, Cinderela continua otimista com a vida e sempre lembrando do conselho de sua mãe: tenha coragem e seja gentil. Um dia, passeando pela floresta, ela se encanta por um belo cavalheiro, sem desconfiar que ele é nada mais nada menos que o príncipe do castelo. Assim como todos da cidade, Cinderela é convidada para o grande baile e acredita que pode encontrar o completo estranho da floresta por lá. Porém, após ter o seu vestido rasgado pela sua madrasta, seus planos não dão certo. Mas para todo problema, uma solução: fada madrinha! O resto? Tudo como manda o figurino!

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Como uma boa romântica, me encantei pelo filme. Sai suspirando com as minhas amigas e sonhando com um príncipe encantado. Aliás, amei a escolha do ator Richard Madden (Game of Thrones). Ele interpretou perfeitamente o papel. A atriz Lily James também mandou bem como Cinderela. E como nem tudo são flores, pequenas coisas me incomodaram: não achei as gêmeas tão engraçadas. Tiveram personagens que apareceram bem menos e deram um banho. Tipo o lagarto e uma moça tentando experimentar o sapato a qualquer custo. Achei o vestido que a Cinderela usou no baile lindo, mas esperava mais. Mas voltando a parte boa: queria uma fada madrinha daquelas, bem louquinha mesmo hahaha. A atriz Helena Bonham Carter arrasou! E os ratinhos? Meu Deus! Muito fofos! E achei o apelido Kit, do príncipe, bem bonitinho. E as cenas com os pais (tanto o da Cinderela quanto a do príncipe) me emocionaram muito.

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Fora isso, as lições do filme são lindas, principalmente o conselho da mãe dela. Gentileza e coragem são itens que não podem realmente faltar no nosso dia a dia. E como diz a fada madrinha, a gente tem que tentar olhar o mundo pelo que ele poderia ser e não pelo que ele é. Claro, ser realista, mas sonhar e acreditar em um pouco de magia não faz mal a ninguém. Enfim, quem está procurando aquela magia que os filmes da Disney proporcionam, a dica da semana é uma ótima pedida. 😉

Já assistiu? Conta o que achou! Ainda não? Vale a pena!

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Ela é daquelas que senta no sofá de espera do salão sem se olhar no espelho. As unhas são impecáveis, o cabelo meio enroladinho, a voz baixinha e suave. Aquela que você olha com expressão de nada e pensa: coitadinha.
Coitadinha tem namorado bom, pai presente, mãe amiga. Coitadinha visita a avó no feriado, faz bolo de laranja com calda de chocolate e só mostra decote quando coloca biquini. Aquela que senta invisível do lado do amigo do seu namorado. Você a encontra por acaso no banheiro – ela não precisa de amiga para ir ao banheiro junto – e pede sem graça um absorvente emprestado. Coitadinha é boazinha. Te faz sentir pena de tamanha ingenuidade. Te faz ficar desconfiada e logo se culpar. Desconfiar da coitadinha é crime. Ela é o tipo de mulher que não mata nem formiga.
Namora tranqüilo, ganha aliança de compromisso, bebe três litros de água por dia, escuta Chico, Marisa Monte e só usa vestido. Suas roupas estão sempre bem passadas, seus dias brilham igual o sol. Outro dia Coitadinha tropeçou e eu quis rir. Mas logo me culpei. Rir da cara de alguém tão boazinha, tão inha de tudo, que não mata nem pernilongo, é crime.
Coitadinha noivou com o bonito, rico, cheiroso e bom moço que é amigo de um amigo meu.
Recebi o convite de casamento com o nome da Coitadinha em letras douradas e inhas, do jeito que tinha que ser.
Coitadinha é aquela que te vê solteira, meio perdida amando o mundo, vivendo intensamente, e pensa baixinho de você: coitadinha!

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Uma vez uma amiga me fez pensar em algo muito louco. Desde então não esqueço.

Imagine que você está dirigindo tranquila, parada no semáforo, e passa na sua frente um cara alto, moreno, distraído, com fones no ouvido. Para você, ele passando ali, naquele momento, não significou nada. Você simplesmente passou os olhos nele por dez segundos? Talvez pensou “magro demais”, “se andar distraído assim vai ser atropelado” ou “cara bonitinho”. Você provavelmente pensou em algo – ou em nada. Mas não mudou o ritmo do seu dia por isso e muito menos o seu caminho. O sinal abriu, você colocou a primeira e foi. Sua vida seguiu.

Vem cá, você já parou para pensar que em algum lugar do mundo pode existir uma pessoa que daria tudo para olhar durante dez segundos esse cara passar? Alguém do outro lado do planeta pode amar incondicionalmente esse cara magro e alto, e sofrer todos os dias de saudade. Alguém do outro lado do hemisfério pode contar as horas para revê-lo. O caminhar do cara alto poderia acelerar o coração ou bambear as pernas de alguém. Mudar o dia de alguém. Ser a razão de alguém. Estremecer um futuro.

Esse mundo é muito grande e louco. E talvez pensar assim seja loucura ou coisa de quem imagina demais. Pensar na importância que o cara que atravessa a rua tem para alguma pessoa no planeta me deixa feliz. Me conforta imaginar que todos nós temos um espaço no coração de alguém – amém!

Todos nós temos um pedaço do nosso pensamento atravessando alguma rua. Na esquina debaixo ou no Japão.

Importante: o ritmo do blog está devagar, pois como vocês já sabem (não sabe? me acompanhe lá no Facebook para ficar por dentro!), lanço o meu primeiro livro no mês que vem. A correria está intensa por aqui e eu só tenho olhos para Mikaela. Estou ansiosissíma e não vejo a hora de disponibilizar o livro para vocês. :)

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