Sem Clichê | Marcella Brafman

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Namore um cara que gosta de cultura

Postado por em 24/05/13 em Crônicas | 4 comentários

Recebi de vários amigos o link para o texto viral “Namore um garoto que viaja”. Achei legal, mas fora da nossa realidade. Talvez a minha versão também fuja um pouco. Eu espero que gostem. :)

 

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Namore um cara que aprecie cultura. Namore um cara que tenha alguns livros, DVDs e quadros pelo quarto. Um cara que te ensine coisas novas, cite alguns autores que você nunca ouviu falar e te faça pesquisar algo no Google.
Você deve encontrá-lo em uma livraria ou em um show da banda de amigos em comum. Encostado no bar comprando uma cerveja ou observando os quadros. Esse cara tem a energia leve e é muito fácil pousar os olhos sobre ele sem querer. Escute-o contar sobre as suas viagens e pensamentos mais estranhos. Namorar um cara que goste de literatura, música e escrita é voar junto com ele. Esse cara tem a imaginação fértil e sonha em explorar o mundo. Você também. Só não tinha encontrado ainda alguém que acompanhe tão perfeitamente os seus passos.
Talvez ele goste de rock antigo, Los Hermanos ou é mais bossa nova. Ou seja um cara mais moderno e curta indie, dub. Esse cara já foi vocalista de uma banda, guitarrista de outra ou toca violão sozinho no quarto. Ele coleciona vinis e, independente do seu estilo musical, respeita o dos amigos e o seu. Cada momento vivido com ele cara vai te lembrar uma música. A história de vocês ficaria bonita no papel. Namorar um cara que aproveita a vida para explorar é viver um mundo totalmente novo.
Namore um cara que fique feliz em sentar com você no meio fio. Namore um cara que seja responsável, mas não se prenda totalmente aos planos. Ele sabe a importância do dinheiro e, por isso, aperfeiçoa cada vez mais a sua inteligência para que não passe dificuldades. E tão importante quanto a vida financeira, esse cara não deixa de lado sua vida pessoal. Ele vai te levar a lugares da sua cidade que você nem sabia da existência. Com esse cara, você vai assistir filmes que levarão à boas discussões por horas. Vai a exposições e festas estranhas. Ele quer ao lado uma mulher parceira. Não será difícil acompanhá-lo nesses programas legais.
A sinceridade faz parte da vida dele. Deixe-o livre. Ele precisa de espaço para criar. Entre de cabeça no seu mundo, sem esquecer do seu. Ele se orgulha dos livros e discos que tem. Cada objeto tem uma história por trás. Vocês vão sair pelo mundo explorando lugares que conheceram nos livros e filmes. Talvez ele faça uma música sobre o amor de vocês. Talvez um texto. E cite uma frase de algum poeta no meio de discussões.
Encontre um cara que goste de cultura, porque você merece. Você merece um homem que saiba puxar assunto e ser simpático com seus amigos na mesa do bar. Ele também vai vir com defeitos e algumas esquisitices. Pessoas inteligentes precisam de um lado triste que segure seu edifício inteiro. Ele pode não ser o homem mais bonito do mundo, mas tudo dentro dele dá gosto de apreciar. Namorar um cara culto é sair da zona de conforto. É a melhor forma de aprender e ensinar.

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Série de fotos retrata antes e depois da meditação

Postado por em 23/05/13 em Dia-a-dia, Dicas, Sem categoria | Nenhum comentário

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O que mais me chamou atenção nessa série de fotos é o sorriso que se abre no rosto das pessoas. Quem acompanha o blog, já leu meu relato sobre a Yoga aqui. Sou suspeita para falar. Já faço há seis meses e nunca me identifiquei tanto com um exercício.
Para mim, a meditação só trouxe benefícios. Serve como uma terapia. Com certeza saio com o ar mais sereno depois que pratico.

Na série de retratos “Before and After”, do fotógrafo e “life coach” Peter Seidler, pessoas foram clicadas no primeiro e último dia em um retiro que acontece anualmente no Colorado. Eles ficaram no programa de meditação por um mês.

Os resultados são super visíveis:

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Muito legal, né? Os traços ficaram bem mais suaves. :)

Crédito/fotos: Peter Seidler

Fonte

 

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Sem Clichê pelo mundo: O intercâmbio e os possíveis quilinhos a mais

Postado por em 22/05/13 em Sem Clichê pelo mundo | 2 comentários

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Confesso que esse texto tem tudo para ser mais um clichê nessa onda “fitness” que anda tomando conta dos blogs de moda por aí, mas também confesso que não foi nem um pouco fácil não entrar naquela  minha calça divina, que eu amo, e que é número 36.
Quando eu cheguei em Lisboa, as minhas especialidades culinárias eram (e ainda são) muito restritas. Miojo, ovo frito, um salmão grelhado e pronto. Era tudo que eu sabia sobre morar sozinha. As minhas roupas foram se acumulando durante três semanas até eu perguntar a minha colega de casa como se usava a máquina de lavar. E isso ajudou bastante nos 8 kg que a balança insiste em marcar depois dos 50.
Quando eu percebi a mudança no meu corpo, fiquei um pouco confusa. Eu sempre tive a genética ao meu favor e mesmo não tendo uma alimentação exemplar no Brasil, sempre me mantive o meu peso na  faixa dos 50, 52 kg, o que para mim era o ideal.
Pensei em entrar para uma academia, mas me conheço e sei que não tenho disciplina para isso. Então, a solução que vi foi aprender mais coisas. Busquei na internet receitas, coisas gostosas, mas saudáveis e é claro, fáceis de fazer! Mas morar na Europa tem lá seu lado penoso: os supermercados portugueses são muito bem equipados com delícias de todos os tipos. E pode ser que o combo “saudade de casa + falta de habilidade na cozinha + ansiedade  + tempo de sobra livre” tenham feito a situação piorar um pouquinho.
Tudo ficou melhor quando encontrei minha família em Londres. Meu pai, com muita saudade de mim, disse ao me ver depois de 3 meses: “Nossa, como você tá gordinha. Tem até bochecha!”. E aquilo ficou  martelando na minha cabeça durante dias e dias.  Depois disso, tratei de me equipar com roupas de caminhada e um tênis, que uso pra me exercitar em um parque feio perto da minha casa. O que tem sido muito saudável pra mim, em todos os sentidos. Uso esse tempo pra pensar, pra desocupar a minha cabeça de todos os meus problemas, inseguranças e aproveito pra amar um pouquinho mais essa cidade e também de  aprender as coisas básicas da cozinha, que hoje já não me assusta tanto.
Mas é necessário também falar sobre a aceitação disso por aqui. No Brasil, estamos acostumados a ver mulheres com corpos perfeitos a cada esquina, e mulheres lutando para isso em academias lotadas. Aqui não, aqui você vê gente de todos os tipos lidando bem com os seus corpos, os seus cabelos e o que elas têm pra mostrar do jeito que são, sem muita pressão. Isso eu acho lindo nas europeias. É tão bom não se sentir  pressionada pra não ter algumas gordurinhas a mais no corpo, é tão bom ver que aquele cara maravilhoso que você conheceu continua olhando pra você apesar de você achar que a sua barriguinha ainda está muito saliente, ou que suas olheiras estão maiores que  o seu rosto.
Hoje, tenho todas as minhas roupas 36 confortavelmente (digo isso em todos os sentidos) guardadas numa mala, prontinhas pra voltarem  pro Brasil e pra serem aproveitadas pela minha sobrinha de 12 anos, que  já veste o mesmo que eu. E se um dia voltarem a caber, serão muito bem vindas ao meu armário de novo.
Mas sem pressão. Afinal, todo avião tem pneu né?! rs ;)

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Ana Clara Rodrigues está em Portugal fazendo intercâmbio e é a nova colunista de viagens do Sem Clichê. Seja bem-vinda, Ana!

A acompanhe também no Twitter: @poriska

E você? Já fez intercâmbio e ganhou alguns quilinhos?

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Fotógrafa retrata sua filha de um jeito bem sem clichê

Postado por em 21/05/13 em Dicas, Espalhe a Palavra | 2 comentários

Jaime Moore, uma fotógrafa norte-americana, queria presentear sua filha de 5 anos com um ensaio fotográfico. Buscando inspirações, encontrou tutoriais sobre “Como vestir sua filha como uma bela princesa da Disney”.

Refletindo em seu blog, ela admitiu que é impossível não se fascinar com essas belas mulheres de vida e corpo perfeitos, mas que essas eram simplesmente personagens de contos. Ela queria um ensaio fotográfico diferente.

Jaime, então,  começou a pensar em todas as mulheres inteligentes que sua filha Emma deveria conhecer. São mulheres reais, que sem conhecerem sua filha, mudaram sua vida para melhor.

E o resultado foi esse:

1. Susan Brownell Anthony
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Foi uma feminista líder do movimento norte-americano dos direitos civis. Teve um papel importante na luta por Direitos da Mulher no Século 19 para garantir o direito ao voto nos Estados Unidos.

2. Gabrielle Bonheur “Coco” Chanel

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Famosíssima estilista francesa. Uma das figuras mais importantes da história da moda. Atualmente seu nome é um referencial na indúsria internacional do luxo e também no feminismo.

3. Amelia Mary Earhart

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Desapareceu no Oceano Pacífico em 2 de julho de 1937. Foi uma célebre aviadora estadunidense, reconhecida mundialmente por suas marcas de vôo e por tentar realizar a primeira viagem aérea ao redor do mundo sobre a linha do Equador.

4. Helen Keller

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“Mantenha seu rosto ao sol e assim não verá as sombras”. É uma das mais valentes mulheres que passou por este mundo. Autora, ativista política e oradora norte-americana com deficiência visual e auditiva, o que nunca a impediu de sentir a vida e dizer a verdade.

5. Valerie Jane Morris Goodall

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É uma artista, ativista e primatóloga inglesa que dedicou sua vida ao estudo do comportamento dos chimpanzés na África e à promoção de estilos de vida mais sustentáveis em todo o planeta. Hoje, com 69 anos, segue lutando pela natureza.

6. E por fim… A pequena Emma More. Futura grande mulher.

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Muito bacana, né? Adoro esses ensaios fotográficos inspirados em personalidades. Ainda mais em grandes mulheres. :)

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Cabeça x Coração

Postado por em 20/05/13 em Crônicas, Dicas, Espalhe a Palavra | 2 comentários

Quero compartilhar com vocês esse texto do Osho (viciei nele quando pesquisava mantras para meditação). Mexeu muito comigo.

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“Observe onde a sua energia está fluindo nesse exato momento. Onde está a sua atenção? No coração? Na cabeça? Provavelmente na cabeça, viajando em pensamentos, memórias, sonhos, desejos. Tente perceber que você foi ensinado a ser assim. A sociedade, a civilização, a cultura, todas forçam a criança a ser mais lógica. Elas tentam focar a energia delas na cabeça. Uma vez que as energias estejam focadas na cabeça, torna-se muito difícil descer para o coração. Na verdade, toda criança nasce com muita energia amorosa. A criança é cheia de amor, de confiança. Você já olhou nos olhos de uma criança pequena? A criança ainda não aprendeu a duvidar. Mas nós a ensinamos a dúvida, o ceticismo, a lógica.
Parecem ser medidas de segurança. Nós ensinamos o medo, ensinamos a cautela, ensinamos a prudência, e toda essa coisa junta mata a possibilidade de amor. Pouco a pouco, as pessoas aprendem a não acreditar, a não confiar, a permanecerem cronicamente em dúvida. E isso ocorre tão vagarosamente, em doses tão pequenas, que você nunca está alerta para o que está acontecendo com você. E quando você percebe, é tarde demais.
Talvez ninguém possa enganá-lo, mas você enganou a si mesmo. Você perdeu tudo aquilo que era valioso.
Então um fenômeno muito estranho acontece: você não pode amar pessoas, porque pessoas podem enganar. E como há uma grande necessidade de amar, as pessoas vão buscando substitutos: alguém ama a sua casa, alguém ama o seu carro, alguém ama as suas roupas, alguém ama o seu dinheiro. É claro, a casa não pode enganá-lo, o amor não corre risco. Você pode amar o carro – um carro é mais confiável do que uma pessoa real. Você pode amar o dinheiro. Por que tantas pessoas amam coisas em vez de pessoas? E até mesmo quando amam uma pessoa, elas tentam reduzir a pessoa a uma coisa.
Se você ama uma mulher, você está de imediato, pronto para reduzi-la a determinado papel: o papel de esposa, mais previsível do que a realidade de uma amada. Se você ama um homem, você está pronta para possuí-lo como uma coisa. Você quer que ele seja seu marido, porque um amante é mais líquido, nunca se sabe… Um marido parece algo mais sólido. Assim que as pessoas se apaixonam, elas estão prontas para o casamento – tal é o medo do amor. E seja quem for que amemos, começamos a tentar controlar. Esse é o conflito que permanece entre esposas e maridos, mães e filhos, irmãos e irmãs, amigos – quem vai possuir quem? E isso significa: quem vai definir quem, quem vai reduzir quem a uma coisa? Quem será o senhor e quem será o escravo?
No momento em que você toma conhecimento de que é isso o que está acontecendo, mude o fluxo: faça todos os esforços para contatar novamente o coração. Refaça o contato com o coração para desfazer o que foi feito a você pela sociedade.

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5 motivos para amar Josh Homme

Postado por em 17/05/13 em Dicas | Nenhum comentário

Hoje um dos caras mais charmosos do rock faz 40 anos. Joshua “Josh” Michael Homme é o cara que canta, toca guitarra, compõe e ocasionalmente toca baixo no Queens Of The Stone Age. Existem vários motivos para amá-lo. Poderia limitar dizendo que ele é um maluco muito bonito e talentoso. Vale a pena enumerar mais alguns.

1. Além de mandar muito bem, ele é ruivo. (falam que ele é o Elvis ruivo por causa do topete, rs sei não)

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2. “Eu tenho o que os médicos chamam de ‘estupidez crônica’. Então eu simplesmente marco seis shows em seqüência e toco até ficar destruído”. Josh disse depois de enfrentar problemas para finalizar um show em Londres. Ele não estava com “estupidez crônica”, e sim, bronquite.

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3. “O Queens of the Stone Age é a banda mais legal do mundo”, segundo Dave Ghrol.

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4. Ele homenageou sua fillhinha, Camille Harley Homme, tatuando o nome dela em seu peito (coração). O mesmo fez sua esposa Brody Dalle, da banda The Distillers.

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5. O novo álbum do QOTSA está uma delícia!


Parabéns, quarentão! :)

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