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chazinho

A decoração das cozinhas é algo que tenha reparado muito nas minhas últimas viagens. Em cada país ela tem uma cara diferente. Nessa primeira edição selecionei a Francesa e a Oriental para mostrar. Repara só a diferença!

A cozinha francesa

É mais leve e refinada. Seus objetos ficam em harmonia e mais organizados. Dá vontade de colocar um vestido de princesa Vitória (aloka), sentar em uma poltrona muito confortável e tomar chá com macarons.

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A cozinha oriental

É a minha preferida. O que mais me encanta é a diferença em quase todos o aspectos, desde a maneira de comer aos objetos usados. É uma culinária mais leve e natural e quase não tem temperos e especiarias, assim as pessoas podem apreciar o gosto real dos alimentos. Dá vontade de comer com os olhos!

Vale a pena aprender a cozinhar e adquirir os utensílios específicos para um jantar especial, por exemplo. A mesa fica bonita e a ideia é sem clichê. :)

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Créditos das fotos: Westwing Home and Living. Por lá você encontra todos esses lindos utensílios de cozinha que apareceram aqui! Apaixonante.

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Futuro marido,

Eu não sei o seu nome, e muito menos como é fisicamente e psicologicamente. Se curte as mesmas músicas, aprova as minhas tatuagens, aprecia um bom vinho ou sabe fazer risotto. Talvez você seja um homem totalmente o meu oposto, que sabe-se lá como conseguiu juntar as trouxas comigo.
Hoje, agora, neste minuto que escrevo esta carta, eu não sei de nada disso. O que eu sei é que a gente casou ou mora junto. E que, para chegarmos até esse ponto, eu devo gostar muito de você. E isso basta para te escrever algumas palavras. (Por favor, não vai dizer que não gosta de Jimi Hendrix…)

Provavelmente namoramos muito tempo (ou não, já que sou levemente impulsiva), moramos juntos pelo menos seis meses (ou não, já que sou levemente intensa), ou você casou comigo porque eu estava grávida (se isso aconteceu, pare de ler aqui, vá até o nosso quarto e termine comigo), mas vou deixar todas essas suposições de lado e ser bem direta no que eu quero te falar. É que falar isso, assim, sem te conhecer, fica muito mais fácil.

Eu quero pedir que você seja meu amigo. Bem simples assim: amigo. Não aquelas amizades forçadas que alguns casais inventam só para parecerem felizes para outros casais. A gente saca quando é de mentira logo de cara. Eu estou falando de uma amizade, como se antes de amantes, fôssemos verdadeiros amigos, entende? Eu não preciso que você pergunte como foi o meu dia, eu preciso que você participe do meu dia. Como um amigo e como companheiro.
Porque isso é a segunda coisa que eu também quero pedir a você: que seja meu companheiro. Não aquele de todas as horas, porque eu sei que precisaremos dos nossos momentos a sós. Preciso ficar sozinha para ler os meus livros. Preciso sair sozinha para respirar um pouco de ar. Você tem os seus momentos e eu os meus, e assim nosso relacionamento pode dar muito certo.

Também quero pedir que você permita que o menino chame Daniel e que a menina tenha o mesmo nome que tinha a minha Barbie. Como você pode perceber, essa carta foi escrita antes mesmo de te conhecer, e é a maior prova de que é um desejo antigo. E verdadeiro. Portanto, seja legal e não tente mudar o nome do(s) nosso(s) filho(s). Acho que nisso a gente chega em um consenso.
Outra coisa que não posso deixar de pedir é que você pendure a toalha. Pode parecer bobo comparado a todas as outras coisas profundas que te pedi, mas é que como não te conheço, e essa carta – como já foi dito – foi escrita bem antes de você, é um sinal de que isso me incomoda, ou não estaria te pedindo algo tão banal. Eu não me importo de você se esquecer de abaixar a tampa da privada, mas a toalha molhada em cima da cama me deixa brava. Então, só para evitar conflitos, fica combinado que você sempre a pendure.

No mais, é isso. Os anos devem exigir mais de você, então não vou te assustar com tantos pedidos logo de cara. Você me conhece e sabe que não sou muito exigente. Fico orgulhosa que tenhamos chegado até aqui.

Amo você (provavelmente),

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Essa categoria do blog voltou. Espero que gostem. :)

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A minha primeira viagem para o exterior. A primeira vez que passaria 6 meses longe da minha família.
Ansiedade, medo, excitação, curiosidade. Senti tudo isso no primeiro dia. Sabia que viriam muitos desafios pela frente.

No primeiro mês, a angústia e a frustração de não conseguir me expressar em uma nova língua. Até mesmo em Português o ouvir sempre foi tão mais fácil pra mim. Do falar, não posso dizer o mesmo. Mas com o tempo, o ouvido vai se acostumando e o falar fica mais natural.

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No caminho para a escola, me surpreendi com a educação das pessoas. Eles falam bom dia quando entram no ônibus e agradecem ao motorista ao sair. Dão lugar aos idosos, as grávidas e as pessoas com necessidades especiais. São gentis, pacientes, não se irritam se você pede informação, pedem desculpas mesmo sem motivo e fazem questão de ajudar.

Só tenho a agradecer pela paciência, atenção e carinho da minha host family que me acolheu, me deixou à vontade e me fez me sentir em casa, me mostrando que a simplicidade é o que mais importa.

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Por ter aulas somente no período da manhã, minhas tardes eram livres para conhecer Vancouver, mesmo que sozinha. Desde à primeira semana, visitei uma igreja e nunca mais parei de ir.
No começo, por causa do frio, minhas opções eram limitadas: galerias de arte, museus, cinema, shoppings, tardes em livrarias.

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Aproveitei também para ir para Seattle e Whistler. Foi a primeira vez que vi neve, o que era novidade especialmente para brasileiros. Meu encantamento era tanto que parecia uma criança. Em 6 meses, foram 22 filmes, 8 livros, muitas idas chorosas ao aeroporto (odeio despedida!) 4 kg a mais e incontáveis amigos que eu vou levar pra vida toda.

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Quando o verão chegou, queria aproveitar ao máximo o sol. Visitas a English Bay(melhor sorvete de todos) e ao Canada Place eram freqüentes. Sentava na grama, tirava o sapato e pegava meu livro. Ou caminhava pelo Stanley Park, pensando na vida, conversando, admirando a beleza de cada lugar e registrando sempre, com muitas fotos. Outro lugar freqüente era o mercado público, chamado Granville Island, sempre com muito artesanato, música e comida, tudo local.

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Aliás, a comida merece um parágrafo só pra ela. Sim, senti falta de arroz, feijão e carne. No começo vivia com fome e não me inconformava em comer só um lanche no almoço. Mas depois fui descobrindo bons lugares pra comer. No Italiano da esquina, a minha querida pizza de salmão e o muffim de chocolate com banana. De sobremesa, aquele cheesecake na Pender. À tarde, o crepe de nutella com morango na Granville. No Deep Cove, o famoso donuts de mel. E é claro, Tim Hortons sempre, já que tem um em cada esquina.

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Nunca pensei que fosse conhecer tanta gente em tão pouco tempo e que essas amizades fossem se tornam tão especiais e tão intensas. Nunca me interessei em visitar a França, o Japão, a Venezuela, a Itália, a Coréia, a Costa Rica, o Chile, o Equador, a Arábia Saudita até que fiz amigos em todos esses cantos.
Posso dizer que nesses 6 meses, aprendi não só inglês, mas também muito sobre o mundo, sobre o outro e sobre mim mesma. Aprendi que sair da minha zona de conforto é desafiador, mas recompensador. Aprendi a valorizar mais meu tempo com as pessoas que eu amo. Aprendi a não julgar pela aparência ou por costumes que acho estranho, só porque são diferentes dos meus.

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Há duas semanas voltei à realidade. Claro que fiquei feliz em rever minha família e meus amigos. Mas confesso que tem sido difícil acostumar de volta: o clima, os horários, a saudade, os amigos, a vida de estudante.
Acho que uma parte de mim ficou em Vancouver. Quem sabe um dia eu não volto lá para buscar?

foto (15)Bia é publicitária de formação, professora de Inglês, apaixonada por viagens, fotografia, livros, filmes e tudo que acrescenta beleza ao mundo. Mora em Campinas mas o coração está em Vancouver.

A Bia me escreveu um e-mail contando a sua história. Achei tão legal que virou post no blog! Fez alguma viagem bacana e também se interessa em colaborar? Me escreva: marcella@semcliche.com.br :)

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Layout por Gabi Barbosa + código por Tiago Gamaliel