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Vocês ainda se lembram da história do Felipe e da Mikaela, né? (ah diz que sim, diz que sim!)

Ela teve nove capítulos no blog e recebi o convite da Editora Livros de Safra para fazer dela um romance. Há alguns meses estou trabalhando nisso, entre outros projetos paralelos e as minhas viagens. Não está sendo um trabalho fácil, pois construir uma história é bem mais complicado do que ter inspiração para escrever uma lauda de texto. Mas, estou caminhando bem!

No último capítulo do Felipe e da Mikaela postado no blog, Mikaela vai escrever um e-mail para o Felipe (quem lembra disso também?).
Decidi colocar um pedacinho da continuação para vocês. Posso adiantar que muita coisa acontece depois e antes disso. Tem também o nome do livro, os novos personagens, situações… Muitas coisas mudam e eu espero que para melhor.
Estou muito ansiosa, espero que vocês também estejam! :)

Para entender, leia antes o primeirosegundoterceiroquartoquintosextosétimooitavo e nono capítulo da história. 

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Felipe,

Ler as suas mensagens hoje pela manhã foi estranho.
Eu já esperava que você me procurasse algum dia, para saber o que aconteceu depois da minha saída do seu apartamento. Não tão cedo, mas é mais fácil dizer tudo isso para você agora. Nunca fomos de fazer joguinhos, certo?

Quando saí da sua casa, me vi totalmente perdida. Não conheço a cidade é dar dez passos na rua sozinha ainda é aterrorizante.

Não se preocupe, fiquei por duas noites em um hotel e dei a sorte de encontrar no caminho pessoas com boas intençoes. Agora, arrumei um apartamento legal e tenho uma roomate. Hoje foi a primeira noite no meu novo quarto.

Lipe, vou ser direta e não prolongar. Ainda estou magoada. Com você e com a gente. Principalmente comigo mesma, por ter imaginado um futuro ou qualquer coisa. Fui durona, mas é só o meu jeito. Por dentro, imaginei que estávamos começando.

Mas era o fim. Não posso ficar na sua vida agora. Não posso te ter na minha. Não funcionamos somente como bons amigos e preciso que você respeite.

Desejo o melhor para a sua vida, como sempre incentivei que fizesse o melhor dela, porque você é um homem muito capaz.

Peço que não me mande mensagens. Principalmente de madrugada. Em respeito a Laura também.

Se cuida,

Não espero resposta. Seria inclusive mais fácil, se você não me respondesse.

Mika.”

Dez minutos depois, Felipe respondeu.

“Mika,

Me desculpe. Estava bebendo com os caras da agência e extrapolei. A verdade é que eu realmente penso em você e me sinto um babaca por ter feito tudo errado. Infelizmente, não posso mudar nada agora.

Te respeito e espero que a gente se encontre logo. Posso querer isso? Essa cidade é gigante, mas tenho esperança de te ver por ai.

Desculpa, sou idiota. Quero o seu bem.

Lipe.”

Li. E reli. A frase que grudou na minha cabeça foi: infelizmente não posso mudar nada agora. Poxa. Como assim? Ok, eu pedi que ele saísse da minha vida, o agora tem a Laura e um monte de outras coisas que não me pertecem, mas poxa. E aquelas cenas de filme que o cara passa por cima de tudo para ficar com quem ele gosta? Faz uma declaração incrível no meio da rua, ajoelha e pede a moça em casamento? Quanta baboseira. A realidade não é assim. Ela é simples e cômoda. A realidade são duas pessoas que se gostam e não conseguem ficar juntas. Mundo estranho.

Apaguei os e-mails e arrumei os meus livros na estante. Qualquer desculpa para ocupar a cabeça e não reler mentalmente o e-mail pela vigésima vez.

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canadá

Morando no Canadá a quase três semanas, é impossível não notar as diferenças culturais. O meu olhar que antes era só de uma brasileira turista, vai se adaptando aos poucos ás “manias” canadenses. E são muitas, viu?

Já me aconteceram algumas situações pra lá de inusitadas. Listei algumas das minhas primeiras impressões morando em Toronto:

A faixa de pedestre e a buzina

Se você ver alguém atravessando fora da faixa de pedestre, pode ter certeza que essa pessoa não é canadense. Atravessar no meio da rua, além de ser vergonhoso, pode te dar uma multa de cerca de 250 dólares (independente se você é nativo ou não). Basta um guarda estar de olho em você. Assim, as pessoas aprendem rapidinho, né?
Quase ninguém buzina no trânsito. Isso foi o que mais estranhei, já que estou acostumada com aquela barulheira de buzina depois de um clássico do Cruzeiro e Atlético no mineirão, haha. ;)

O espirro e o “I’m sorry”

A boa educação do canadense é comprovada principalmente pelo espirro (é sério!). Todos pedem desculpas logo depois de espirrar. Como contei na página do facebook, estava experimentando um vestido na loja e espirrei. Todas as outras meninas que estavam no mesmo provador me desejaram “saúde”.

Se você está no caminho de alguém, esbarrou sem querer na pessoa ou fez qualquer coisa com ela, vocês dois irão dizer “I’m sorry”. E de uma maneira sincera, sabe? As pessoas SEMPRE seguram as portas para você. Eu adoro, porque acho que isso é o mínimo de educação.
“I’m sorry” e “thank you” são as cordialidades que mais escuto aqui, quase o tempo todo. Acho que é resultado da cultura britânica, que é super forte no país.

Poucas roupas no verão e o dia que não acaba

É impressionante como as pessoas usam poucas roupas no verão (que dura muito pouco tempo também). Eu tenho a sensação que elas nunca sentem frio, já que no inverno a temperatura chega a – 20 graus.
Enquanto eu estou sentindo aquele “friozinho”, do jeito que faz em Belo Horizonte no inverno, vejo meninas de pernas e braços á mostra numa boa.
Ah, e pode fazer -25 graus que sempre vai ter gente tomando sorvete. Fiquei assustada com o tanto de sorveteria, já que no inverno faz tanto frio! :)

No verão, fica claro até às 21h. E é comum ver as pessoas usando óculos de sol até esse horário também.

O mundo inteiro junto

É um país extremamente cosmopolita. É possível, ao andar na rua, ver gente das Filipinas, Colômbia, Ucrânia, China, Paquistão, de todos os continentes. No curso que vou fazer, o percentual de coreanos e brasileiros é enorme. Em Toronto, tem a “Little Italy”, um pequeno vilarejo italiano e o bairro dos brasileiros, por exemplo. Além da “Chinatown”, claro, e de muitos outros bairros de culturas específicas.

Bebidas alcoólicas e drogas

Em Toronto, só é permitido comprar bebidas alcoólicas nas lojas de cerveja (The Beer Store), lojas do governo chamadas LCBO (Liquor Control Board of Ontario), que vendem não só cerveja, mas também destilados e vinhos, ou em lojas especializadas em vinhos. Também não é permitido beber na rua.
Os estabelecimentos que continuam abertos depois do horário, vendem bebidas normalmente. Mas só dentro deles.

Vários bairros tem pelo menos uma loja que vende produtos derivados da maconha ou relacionados a ela, mas a venda da droga é proibida.

Comida e saúde

Não tive muitos problemas com a comida aqui, fora as sopas e carnes que são muito apimentadas. Existe comidas típicas de todos os lugares do mundo. O sushi tem um preço razoável e já vi muitos restaurantes italianos.

O Canadá é o país da “Ceaser Salad” e só fica gordo quem quer, porque no verão é muito comum ter uma bike e sair por aí passeando e fazendo exercício.
Reparei que o canadense é muito cuidadoso com a saúde e a alimentação. No verão, todos caminham pelos bairros e parques (de dia e de noite, independente da hora, já que é muito seguro andar nas ruas e escutar uma musiquinha no celular sem ser roubado).

Gorjeta

A gorjeta não é obrigatória, mas faz parte da cultura canadense dar uma boa “recompensa” ao atendimento em restaurantes e bares. É importante se atentar para este detalhe e o fazer de bom grado, ou você pode ser “cobrado” publicamente. Que vergonha!

Não existe essa de “vou dar uma passadinha aí”

Isso para mim está sendo o mais difícil, já que estou acostumada a marcar programas de “última hora” com os meus amigos no Brasil. Isso é quase impossível de acontecer por aqui. As pessoas combinam com dias de antecedência o lugar e a hora – e não se atrasam. Se estão atrasadas, pedem mil desculpas e te avisam por SMS. Own!

As estradas e o transporte público

As estradas são muito bem conservadas, dando aos canadenses a impressão de que estão recebendo pelos impostos que pagam. Deveria ser assim no Brasil, né? Dentro das cidades o asfalto também é muito bom. No verão é comum ver muitas construções, já que a neve forte do inverno deixa muitos buracos e estragos. Um taxista me disse brincando: “Em Toronto temos duas estações: inverno e construção”. É mais ou menos isso mesmo!

Ainda não usei o transporte público, mas foi muito fácil me orientar para usar o metrô quando as minhas aulas começarem. Eles são pontuais e param de circular no máximo 1 e meia da manhã.

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end

Como saber se está na hora de cair fora? Muitas pessoas não sabem identificar ou não querem enfrentar esse momento. Mais do que medo de achar que não vai encontrar alguém melhor, a pessoa alimenta a tal ideia de que ainda pode fazer dar certo e se convence a continuar.

O momento é quando o ressentimento de amar fica maior do que a esperança de que pode dar certo. Relacionamento não é faculdade, que você tranca a hora que quiser e volta quando estiver com mais paciência e disposição. Às vezes, todo o esforço que você faz para manter a relação não vale a dor que gera e você só se decepciona.

O problema está em desapegar, falta de coragem pra dar um ponto final. Não é fácil abandonar aquilo que você pensou que seria pra sempre. Chega o ponto em que a pessoa não se sente mais feliz na presença do outro, não é tão confortável ficar ao lado daquela pessoa.

Existem alguns indícios que podem te ajudar a descobrir se está na hora de assumir que não dá mais e cair fora desse tormento:

- O pior sintoma é a indiferença. Quando nada do que o outro faz importa, machuca ou magoa. Se vocês brigam, tudo bem. Quando não há briga, significa que não há mais nada pelo qual vale a pena lutar.

- Ironia e sarcasmo transformam discussão em briga. Não conversar com o outro de forma madura, sem indiretas, é porque o diálogo não funciona mais. E sem conversa, gera mais brigas e falta de respeito.

- Muitas pessoas não percebem que não fazem mais nada como casal. Não partilham mais interesses ou atividades, não curtem ver um filme juntos ou saber o que o outro pensa de um livro. Cada um vive por si. Se é pra se sentir sozinho, não é melhor estar sozinho de verdade?

- As pessoas mudam. Se não há comunicação, os valores e objetivos que as pessoas desenvolvem nesse tempo ficam guardados pra si. Se um casal não busca um mesmo futuro, não tem porque estar juntos.

- Quando só um quer salvar a relação fica mais do que óbvio. É preciso duas pessoas para começar um relacionamento e duas para mantê-lo. Não adianta uma pessoa ser fiel à relação e a outra agir como solteira.

Esses indícios raramente acontecem sozinhos. Se sentir que sua relação encaixa em mais de uma situação descritas acima, não perca seu tempo com o que não te faz bem. Aprenda a deixar a vida seguir seu rumo. Está na hora de abandonar o navio, porque ele está afundando.

Zemanta Related Posts ThumbnailTexto por Tiago Salomão. Escritor por gosto e romântico nas horas vagas. Aprendeu tudo na base da observação alheia. Acredita que idiota é quem não se entrega ao amor com medo de se passar por ridículo. Autor Roteirista do programa Amor & Sexo da Rede Globo. Enquanto não consegue a paz mundial, devaneia sobre o cotidiano dos relacionamentos.

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