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Primeiro, preciso explicar o meu sumiço. Cheguei ao Brasil e precisei dar um gás no livro (lembram que eu estou escrevendo um romance sobre a história da Mikaela e do Felipe?). Com isso, tirei alguns dias “out”.

A viagem de carro pela América do Sul mal terminou e eu já sinto saudades. Tenho muuuitas coisas para contar. No último post, quase em tempo real, falei sobre Mendoza, na Argentina.

Logo depois, passamos pela Cordilheira dos Andes. Eu mal sabia o que estava me esperando. Esse foi um dos momentos mais marcantes do mochilão. A atravessamos para ir de Mendoza, na Argentina, até Santiago, no Chile. Santiago foi a primeira parada em território chileno.

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A Cordilheira foi aparecendo aos poucos. Quanto mais subíamos e passávamos pelas curvas, mais nos assustava a paisagem incrível. É coisa de cinema mesmo. Tive que sair do carro e tirar umas fotos na estrada. Coloquei uma música do Wilco para tocar e fiquei muito emocionada. :)

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Mas, não foram só flores. Eu tenho a pressão baixa e morro de medo de altura. Ao chegar na fronteira da Argentina com o Chile, estava tudo ok, tirando o frio. Saí do carro, preenchi os papéis da travessia e tudo mais. De repente, me senti tonta e depois disso, não lembro de mais nada.

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Mas, caaaalma. Não era nada demais, porque logo depois, chegou um paramédico para me socorrer e disse que desmaiar naquelas condições era normal, já que eu tinha pressão baixa e me faltou ar no cérebro (hehe!). Foi uma aventura e tanto, coitada da minha mãe. Eu caí com um joelho no Chile e outro na Argentina. Nunca havia desmaiado antes e agora tenho noção do quanto é ruim! Cruiz!

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Ao chegar no Chile, ainda na Cordilheira e depois de passar pela fronteira, está o famoso Caracol (Los Caracoles). É uma estrada literalmente em forma de caracol. SURREAL! É uma pena que pegamos ela no finalzinho do pôr-do-sol. Quem mandou desmaiar, né Marcella? Hihi. Tirei várias fotos mesmo assim. Não é difícil de descê-la e também não vi nenhum caminhão tirando o pé do freio.

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Pegar estrada na Cordilheira dos Andes foi uma aventura a parte e merecia um post só dela. Espero que tenham gostado e não fiquem com medo, viu? É lindo demais!
Logo, logo, conto da chegada em Santiago e das pedras Lápis Lazuli maravilhosas que encontrei por lá! ;)

4 curiosidades:

- O “Los Caracoles” é um conjunto de curvas somadas a um desnível de aproximadamente 670 metros. Nesse trecho não se deve passar dos 50 km/h nas retas e nas curvas dos 20 km/h.

- A fronteira da Argentina com o Chile, neste ponto, é um tanto quanto rigorosa. Enquanto na aduana entre Brasil e Argentina demoramos no máximo meia hora, na aduana Chilena ficamos por quase 1h30 (sem contar o meu desmaio, haha).

- Ainda na Argentina, está a Puente del Inca, um pequeno vilarejo que fica na margem da Ruta 7 e tem esse nome por causa da formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o Rio Las Cuevas. Nela há o Hotel Puente del Inca, um hotel termal abandonado que foi inaugurado em 1.925 e desativado 40 anos depois.

- Ressalto que fomos no outono, então estava muito frio e a possibilidade de ver neve era enorme. Mas, o que mais me impressionou foi a mudança rápida de cenário. De repente, pluft! Você atravessa um túnel da Cordilheira e o visual é outro.

Ah! Neste último final de semana, fui para a Brasília em mais uma parceria do #semclichênaestrada. Logo, logo, conto aqui como foi minha visita á Capital Federal. :)

Vocês podem me acompanhar em tempo real no Instagram.

Beijo e até a próxima!

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escrevendo

Amor para mim é uma busca eterna. Ele nunca vai vir completo e perfeito. Atenção: nunca.
Tento entender alguma coisa do que os outros sentem e do que sinto. Com esse pouco que sei, não consigo dizer “sim” para todos os questionamentos da imagem. O ponto de vista é muito interessante, mas eu preferiria que isso não fosse o que realmente acontece com a gente. Depois de tanto escrever sobre o assunto, tenho a minha própria forma de pensar sobre relacionamentos. Acredito em várias coisas, desacredito em outro monte também.
Acredito que nos refazemos a cada desamor, a cada decepção, a cada deslize e a cada fim. Quem escreveu que “um amor cura o outro” foi um gênio. É bem assim que acontece, não podemos negar.
É impossível esquecer do que passou se não sofremos de amnésia. Mas, é possível sim colocar as lembranças em stand by, numa caixa que temos no cérebro igual a essas que ficam encostadas na garagem. O acesso a ela é livre, só que não acontece com tanta frequência. Principalmente se estamos vivendo o presente, desencaixotando coisas novas.
Eu discordo que buscamos a mesma pessoa repetidas vezes. Ou não existiria nada mais gostoso do que poder se apaixonar de novo, se redescobrir com alguém que nunca esteve na sua vida. É difícil se abrir para a ideia de que o próximo pode ser totalmente diferente. Nós somos tantos por dentro, que muitas vezes é preciso um impulso para sermos isso tudo por fora. É assim que do nada alguém vem e te redescobre. Acho isso incrível.
Sigo a linha de que a vida é realmente uma só, e amar sem limites, duas, três, setenta vezes, é um presente de estarmos aqui. Seria muito chato se apaixonar por alguém exatamente igual duas vezes. Prefiro uma vez só. Uma única vez intensa e sincera. E se por acaso, um novo amor me lembrar um amor antigo, tomara que seja só nas coisas boas.
Desacredito no amor que não é recíproco e machuca. Aquele que faz mais mal do que bem. Esse amor toma tempo de vida e dá nó no estômago. Desacredito em quem não quer verdadeiramente estar junto e faz papel de figurante. A dor pode ser desafiante no começo, mas para quem já se acostumou com ela, amar vira uma bola de neve. Às vezes, é um Amor que nem é Amor. Nesse, eu não acredito de longe.
O Amor é sempre mutável e eu não sei nada sobre ele. O que eu quero mesmo é que seja sempre bonito de viver. Amém.

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Que atire a primeira pedra quem nunca ficou encalhado um tempinho ou quem nunca tenha levado um fora. Gavin, um jornalista nova-iorquino de 37 anos, que o diga.

Um desastre no amor, completamente sem jeito com as mulheres e um tanto exigente, ele lida com a felicidade alheia todos os dias da sua vida, pois tem uma coluna sobre casamentos no fictício The Paper, o jornal número 1 dos EUA. E escrever sobre o amor e não tê-lo em sua vida está matando o protagonista por dentro.

Até que no dia de Ano Novo, em uma festa lotada e péssima, Gavin conhece a estonteante e divertida Melinda, uma jornalista de viagens. Óbvio que ele se apaixona perdidamente. Eles passam alguns momentos mágicos no terraço de um prédio.

Bundão Covarde Tímido do jeito que é, Gavin não pede o telefone da garota e ela simplesmente desaparece.
Arrependido e na busca por Melinda em uma cidade com mais de oito milhões de habitantes, ele tenta colocar em prática os conselhos de noivos que entrevista. Sendo que o melhor é: “Se deixar alguém tirar seu chão, é melhor que esteja preparado para cair de bunda depois”.

Isso é um sinal claro de que ele vai se atrapalhar mais ainda do que antes.

Um Romântico Incorrigível é engraçado, doce, sensível e até bem realista. O autor é Devan Sipher, que, assim como Gavin, escreve na coluna Vow (Voto de casamento) do jornal New York Times. É tão bom porque ele tem conhecimento de causa. Seria uma autobiografia?

Fininho, 250 páginas, é uma leitura prazerosa e gostosa. Apesar de descrição ser super mulherzinha, o livro também é para homens. Narrado em primeira pessoa por Gavin, é bom saber que ainda há homens românticos no mundo, que querem uma alma gêmea e que fariam de tudo (Tudo mesmo. Vocês não imaginam o que o Gavin faz no final do livro) por ela.

Sempre digo que penso como Lisbela, do filme nacional Lisbela e o Prisioneiro. “O importante não é o que acontece, mas como acontece”. E é isso em Um Romântico Incorrigível. O desfecho do casal é claro desde o início, mas como chega a esse ponto é bem divertido e diferente. Eu não imaginaria.

Algo que gostei bastante foi que o autor constantemente fala de música, cinema e televisão. Cita programas e cantores reais, o que deixa a narrativa ainda mais palpável. Detalhe super amor: Cada capítulo tem um título divertido e fora do comum. Eles estão inseridos num balão como da capa, o que deixa tudo mais bonitinho.

Um Romântico Incorrigível daria um ótimo filme de comédia romântica no melhor estilo Vestida Para Casar.

Recomendo. ;)

foto-10Uma devoradora de livros e filmes desde 1988, Teca Machado é alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, é escritora e futura autora de Best Sellers. Blogueira do Casos Acasos e Livros, de vez em quando também acha tempo na sua agenda para ser jornalista em Cuiabá, cidade onde mora.

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