Assim foram hackeadas os jornalistas por parte do governo mexicano

O dia de ontem, foi divulgado uma notícia que chocou a sociedade mexicana. Nela, falava-se que o governo dedicou seus esforços em praticar espionagem, jornalistas e ativistas através de um software chamado Pegasus, o qual foi instalado em seus smartphones e dispositivos móveis.


Pegasus serve como microfone escondido para ouvir cada palavra que emitiu o proprietário do smartphone. Além disso, conta com a possibilidade de roubar todo o tipo de dados pessoais e o software não somente foi instalado em jornalistas e ativistas, mas também esteve presente em familiares.


Alguns dos afetados foram Carmen Aristegui, Mario Padrão, João Pardinas, Carlos Loret de Mola e Salvador Camarena, entre outros. A constante que têm em comum todos os jornalistas que lutam contra a corrupção e fungen em prol da liberdade de expressão, pelo que não surpreende que o governo gostaria de estar atento perante a crítica.


Segundo informou o jornal The New York Times, desde o ano de 2011, pelo menos três agências federais mexicanas gastaram quase 80 milhões de dólares em programas de espionagem de uma empresa de origem israelense chamada NSO Group. A companhia garantiu que a venda de software é a governos que destinem a espiar a criminosos ou terroristas; no caso do México, os traficantes de drogas que tenham violado o país durante muitos anos.


Antes dos rumores, o governo mexicano declarou o seguinte:


“Como qualquer regime democrático, realizamos atividades de inteligência para o combate ao crime organizado e de ameaças contra a segurança nacional, mas rejeitamos categoricamente que alguma de suas dependências realizar ações de fiscalização ou intervenção de comunicações de defensores de direitos humanos, jornalistas, ativistas anti-corrupção ou de qualquer outra pessoa, sem prévia autorização judicial.”


O governo mexicano, em vez de usar o software de espionagem em criminosos, decidiu implementá-lo em jornalistas, procurando especificamente informações sobre o caso dos 43 normalistas desaparecidos em Ayotzinapa e outros assuntos que requerem de grande pesquisa e que poderiam ser afetadas certas entidades e órgãos governamentais como a SEDENA, a PGR e CISEN.


Os jornalistas afirmaram ter recebido mensagens fictícios disfarçados com links aparentemente reais. Cada mensagem foi personalizado, de acordo com o contexto do jornalista e ativista, o governo usou recursos para enganar e torná-los vulneráveis.


Claro, as vítimas caíram, e automaticamente o software foi instalado em seus dispositivos para extrair toda a informação e levar a cabo a espionagem.


Os dados incluem contatos, mensagens, e-mails e calendários. E, o software também se apodera da câmera e do microfone sem que os utilizadores tenham conhecimento.